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GTO (Review)
História
Great Teacher Onizuka (GTO) conta a vida de (adivinhem?) Onizuka, 22
anos, ex-membro de uma gangue que decide virar professor. Não para
ajudar as jovens mentes com a educação, mas sim para poder dar em cima
das adolescentes. Onizuka tenta arrumar emprego numa renomada escola,
mas tem um problema: ele estará ensinando uma classe de adolescentes
problemáticos. Os estudantes não estão muito dispostos a aceitar Onizuka
como seu novo professor e mentor, e com isso, a história se inicia.
GTO possui os episódios razoavelmente aleatórios, vou tentar explicar:
ao longo de 43 episódios não existe uma saga longa, mas sim várias
historias, que tem ligação entre si e não fogem muito de um tema
principal. O principal tema de quase todos os episódios é Onizuka
tentando endireitar algum aluno problemático, tendo que vencer
obstáculos, vencendo cada aluno um por um. Esse tema serve muito bem
até o fim do anime, mas funciona melhor nos primeiros episódios.
Outros temas não têm muita importância e definitivamente não são
intensos ou dramáticos.
Humor é uma parte importante na série, ou pelo menos tenta ser. Apesar
de ter um tema central, um dos principais destaques de GTO é o humor
aleatório. Honestamente, é aí que eu acho que o seriado pecou, não me
entendam mal, eu gosto desse humor espontâneo e aleatório, porém, GTO
tenta ser e não é boa parte do tempo engraçado, em minha opinião. No
começo, é garantido que você dará muitas risadas altas e espontâneas,
mas com o passar dos episódios isso vai diminuindo, por quê?
Simplesmente porque as risadas são garantidas pelas caretas esquisitas
feitas por Onizuka, conforme as caretas se tornam “manjadas”, a graça
acaba, e foi isso que eu falei onde a história peca, a graça não flui com
um texto cômico, natural, e sim nas caretas engraçadas.
Outra coisa que acabou atrapalhando GTO: A duração, a partir do
episodio 26 você sente o anime se arrastando, e ficando entediante, e não
melhora até o final. Um monte de filler sem muita graça, o tema central
sendo exprimido ao máximo, e eu me pergunto, pra que isso? Pra que 43
episódios? Uma comédia baseada num humor espontâneo, sem um tema
forte deveria ser curto e impactante.
Bom, já disse as coisas que não me agradam, agora falarei das coisas
positivas, e das coisas que fazem GTO valer a pena assistir. O
desenvolvimento dos personagens é feito de forma maravilhosa para
quase todos os personagens da historia, e também, sempre que onizuka
consegue resolver um problema, o final é recompensador. Você
acompanha e se interessa pelo crescimento do personagem, e começa a
apreciar o jeito estranho e efetivo de Onizuka ensinar, e cria uma empatia
com ele, que é o que te faz seguir até o final do seriado.
No geral, a falta humor em muitos episódios combinados com tamanho
longo do seriado fez com que eu não curtisse o anime o tempo todo, o
inicio te garante boas risadas, e se o ritmo tivesse sido mantido até o fim
da serie, eu com certeza teria apreciado do inicio ao fim, e esta nota não
estaria tão baixa.
Animação
Visualmente, GTO não tem muito do que se gabar, a animação parece a
de um anime antigo, sem muitos detalhes. As cores não são vibrantes e
possuem pouca inspiração. Pelo que me lembro só tem uma cena com CG
(computação gráfica, bastante comum nos animes atuais): uma do diretor
dirigindo o seu Cresta. Mas essa cena acaba não combinando com o resto
da animação.
Porém, existe algo, que faz aumentar a nota para a animação de GTO: As
expressões faciais, assistindo a apenas um episodio você nota algo nas
expressões – elas são cruas, extremamente exageradas, e hilárias.
Onizuka em particular possui umas caretas que parecem ser
completamente falsas, ridículas, e muito, muito engraçadas, que ajudam a
inserir bastante humor no anime. Depois do capitulo 30 mais ou menos
essas expressões acabam perdendo o efeito, pois já estão meio
“manjadas”.
Som
A trilha Sonora é boa, mas pecam pela falta de variedade, existem duas
ou três que são basicamente usadas, para um seriado de 43 episódios
acaba sendo pouco, resumindo: uma boa seleção, mas pouca variedade.
A dublagem é muito, muito boa, principalmente Onizuka, com sua voz as
vezes dramática, as vezes irritada. Os dubladores atuaram muito bem,
uma menina esnobe tem realmente uma voz que parece esnobe, uma
tímida tem uma voz que lembra uma pessoa tímida e etc...
Desenvolvimento dos Personagens
Aqui é o ponto forte de GTO, enquanto muitos animes possuem uma
penca de personagens que você só conhece superficialmente, GTO possui
uma grande quantidade de personagens principais e coadjuvantes, que
possui uma historia, um porquê daquela pessoa estar agindo daquela
maneira e etc.
E temos, claro, o personagem principal, Onizuka, um cara sem noção, que
apesar de entrar na vida de professor querendo apenas azarar as menini-
nhas, acaba se apegando a seus alunos e tenta de tudo para fazê-los
ter sucesso. Usando métodos não muito convencionais para que eles
prestem atenção. Nós aprendemos a gostar dele por ele usar estranhos
métodos, sempre movido por suas emoções, mas é o único personagem
que depois de um tempo desaponta um pouco , o que é uma pena. No
inicio do anime, ele possui não só o lado bobão, mas algo a mais, o seu
sonho de ser professor, ele tem algo de profundo, mas conforme o seriado
se desenvolve ele passa a ser apenas um bobão, apesar de amar seus
alunos.
Conclusão
Great Teacher Onizuka não é um anime ruim, mas também não é
impressionante, gera umas boas risadas no inicio, que acaba ficando
previsível no decorrer do seriado. A animação é razoável, salvo as caretas
cômicas. As músicas são boas porém limitadas. Enfim, GTO possui
muitos elementos razoáveis com exceção do desenvolvimento dos
personagens, que é sinceramente impressionante, porém não é a principal
função de uma comédia, o que garantiu a GTO uma nota de 7,5.
História: 7
Animação: 7,5
Som: 8
Desenvolvimento dos Personagens: 8,5
Nota Final: 7,5
Review Feita por: Daniken
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